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Sim! Sim! Sim!
Monday, July 12, 2004
  Estive um pouco a não pensar e disso extraí muitas idéias. Não pensar pode ser muito produtivo pra quem está sempre pensando demais.
Sem querer pensar, me peguei pensando agora que a vaidadade não é mais que um carinho que a gente faz a si mesmo. Carinho torto, exagerado, até desajeitado, mas é um carinho de qualquer jeito. Carinho que traduz algo que poderia ser amor, se não fosse vaidade.
E tentando entender melhor o que escrevi, penso que mexer nas palavras não vai melhorar o que nem sei dizer e deixo o dito assim, mal dito. Maldito seja.


Mas se não sei como dizer o que existe para não ser dito, que não o diga certo nem errado, mas que o aponte com minhas palavras ausentes e faça desta tentativa mal tentada uma poesia mal feita onde o que cabe é só a compreensão do que as palavras não podem dizer. E é esse existir que respira em silêncio que eu soluço aqui, do único jeito que não sei.

P.S.: Ainda bem que existem blogs para nos evacuarmos de idéias tão "tãos" ... Tantans...


+Rita Lee: "Nós somos diferentemente idênticos". (E eu entendi quando ela se referiu a Roberto de Carvalho assim).


 
Quem não for fútil às vezes que atire a primeira pérola. Um pouco de futilidade melhora o astral e a auto-estima, além de contribuir para a paisagem. O belo é o belo, e Platão não foi menos filósofo por tê-lo notado. Não que todos possamos ser lindos, mas que mal há em cuidar da casa em que mora nosso espírito? Futilidade é o nome mais feio da vaidade e do amor-próprio. Vamos ser fúteis com delicadeza...

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